TSE registra normalidade nas eleições e destaca funcionamento das urnas e combate à desinformação

 

Tribunal Superior Eleitoral informou que mais de 6 milhões de eleitores utilizaram o e-Título e que 1.121 urnas precisaram ser substituídas durante a votação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste domingo que a votação ocorre dentro da normalidade em todo o país. Durante coletiva de imprensa, o presidente da Corte apresentou dados sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, o uso do aplicativo e-Título, o transporte de eleitores e o combate à desinformação.

Segundo o TSE, mais de 6 milhões de títulos eletrônicos foram emitidos ou baixados e mais de 15 milhões de consultas aos locais de votação foram realizadas. O aplicativo também registrou mais de 3 milhões de justificativas de ausência, o que, de acordo com o tribunal, contribuiu para reduzir as filas nos locais de votação.

O programa “Seu Voto Importa” também transportou eleitores com mobilidade reduzida e moradores de comunidades remotas. Mais de 2 mil pessoas com mobilidade reduzida foram levadas aos locais de votação, além de mais de 8 mil eleitores de comunidades indígenas, quilombolas e outras regiões afastadas.

Urnas eletrônicas

Até o momento da coletiva, 1.121 urnas eletrônicas haviam sido substituídas, o equivalente a cerca de 0,2% do total. O presidente do TSE afirmou que as substituições ocorreram principalmente devido a oscilações no fornecimento de energia.

No Paraná, as fortes chuvas e os ventos provocaram problemas no fornecimento de energia. O estado chegou a registrar cerca de 140 cidades afetadas. Apesar disso, o TSE informou que as sessões eleitorais continuaram funcionando normalmente e que havia geradores e baterias suficientes para garantir a votação e a transmissão dos dados.

Desinformação

O TSE também apresentou dados sobre o monitoramento de conteúdos falsos durante as eleições. Até as 13h, haviam sido registradas 453 ocorrências. Desde 16 de agosto, o número chegava a aproximadamente 2.800 casos.

De acordo com o tribunal, a maioria dos conteúdos identificados neste domingo já era conhecida e havia sido previamente monitorada. Não foram identificados, até aquele momento, conteúdos novos e graves capazes de provocar desequilíbrio no processo eleitoral.

O TSE também informou não ter identificado nenhuma deepfake relacionada aos candidatos à Presidência que tivesse alcançado grande repercussão nas redes sociais.

Segurança e apreensões

Durante a votação, 59 pessoas foram conduzidas por suspeita de crimes eleitorais, sendo 25 delas em situação de flagrante. Mais de R$ 380 mil em dinheiro foram apreendidos no domingo. Segundo o tribunal, o total de dinheiro em espécie apreendido desde janeiro ultrapassa R$ 30 milhões.

Possível judicialização

Questionado sobre uma possível judicialização dos resultados após as eleições, o presidente do TSE afirmou que é esperado que candidatos recorram à Justiça para questionar diferentes aspectos do processo eleitoral.

Segundo ele, as contestações podem envolver questões como abuso de poder político ou econômico. No entanto, destacou que o sistema eletrônico de votação e a condução das eleições contam com a participação e fiscalização de diversas instituições.

O presidente do tribunal evitou comentar possíveis conflitos entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal em um eventual cenário de contestação do resultado. Segundo ele, qualquer análise deverá ser feita somente após a conclusão de todas as etapas do processo eleitoral.

Celulares nas cabines

Sobre o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos nas cabines de votação, o TSE afirmou que os mesários receberam treinamento para impedir a entrada desses equipamentos no momento do voto.

A regra também se aplica a dispositivos que possam fotografar ou filmar, como determinados óculos eletrônicos. Em caso de descumprimento, a Justiça Eleitoral deverá adotar as medidas cabíveis.

Interferência estrangeira

O TSE também foi questionado sobre possíveis riscos de interferência estrangeira nas eleições. O tribunal afirmou que, até o momento, não havia recebido nenhum indicativo concreto de interferência internacional ou atuação do crime organizado capaz de ameaçar o processo eleitoral.

O presidente do TSE destacou ainda a parceria entre o tribunal e as plataformas digitais para o cumprimento da legislação brasileira e o combate à desinformação.

Segundo ele, eventuais discussões sobre um segundo turno devem ser deixadas para outro momento. O tribunal afirmou que, até o encerramento da votação, o processo eleitoral seguia dentro da normalidade.

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