Presidente do STF também suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino envolvendo a direção da Polícia Federal e convocou sessão extraordinária do Plenário
Por Nildo Costa — Rádio Ingá News
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira, 9 de setembro, retirar o ministro Alexandre de Moraes da condução do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News.
A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 189, de 9 de setembro de 2026, que revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito instaurado em março de 2019.
A revogação passa a produzir efeitos a partir desta quarta-feira. Os atos praticados durante o período em que Alexandre de Moraes esteve à frente do procedimento permanecem preservados, sem prejuízo de eventual questionamento pelas vias processuais próprias.
As ações penais relacionadas ao Inquérito 4.781 que já tiveram denúncias recebidas continuarão seguindo normalmente o rito processual.
A decisão ocorre em meio à grave crise interna enfrentada pelo Supremo, envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação da Polícia Federal.
Fachin também suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Mendonça havia determinado o afastamento dos dois dirigentes. Posteriormente, Flávio Dino determinou a reintegração. Com a intervenção do presidente do STF, Andrei Rodrigues permanece no comando da Polícia Federal enquanto a questão é analisada pela Corte.
Fachin justificou sua atuação diante da existência de decisões conflitantes e da necessidade de preservar a integridade institucional e a adequada condução dos trabalhos do Supremo.
O presidente da Corte convocou uma sessão extraordinária do Plenário do STF para o próximo dia 15 de setembro, às 10h, quando o caso deverá ser analisado pelos ministros.
As decisões representam uma intervenção direta da Presidência do Supremo na tentativa de reorganizar procedimentos e conter a escalada da crise institucional que atingiu a Corte nos últimos dias.

