Sessão solene na CLDF reuniu autoridades e lideranças religiosas em defesa do acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade
Por Nildo Costa
Brasília, 12 de maio de 2026
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou nesta segunda-feira (11) de uma sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em homenagem ao programa “Não Temas, Maria”. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria da Mulher em parceria com a Arquidiocese de Brasília e tem como foco o fortalecimento da rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.
O programa oferece orientação, encaminhamento e apoio a vítimas de violência, além de promover ações educativas e capacitações voltadas à prevenção da violência contra a mulher.
Durante a solenidade, Celina Leão ressaltou a importância da participação das comunidades religiosas na ampliação da rede de proteção às mulheres.
“Maria simboliza muito do que é ser mulher, simboliza ter força, resiliência e enfrentar todas as adversidades. Essa responsabilidade que cabe a nós, como Estado — a de cuidar das nossas mulheres — precisa ser compartilhada. Aquilo que, por muitas vezes, era tabu de se discutir em espaços de igrejas e espaços religiosos virou também uma missão. Porque ninguém merece sofrer violência. Ninguém merece pedir o direito de existir”, afirmou a governadora.
A chefe do Executivo também chamou atenção para os altos índices de violência registrados no Distrito Federal.
“No ano passado, nós tivemos quase 20 mil ocorrências de violência. Lembrando que muitas das mulheres que vão a óbito por homicídio não registram a violência antes. E a maior rede de proteção, a primeira rede de proteção, com certeza, é a comunidade religiosa”, destacou.
Desde a criação do programa “Não Temas, Maria”, cerca de duas mil pessoas já participaram das atividades promovidas no DF. Entre as ações desenvolvidas estão encontros, treinamentos para lideranças religiosas e visitas técnicas aos equipamentos da Secretaria da Mulher.
Um dos avanços da iniciativa foi a criação de um protocolo de atuação entre as instituições parceiras. O objetivo é padronizar o acolhimento e os encaminhamentos realizados pelas comunidades religiosas à rede especializada de atendimento às mulheres.
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, afirmou que a união entre poder público e instituições religiosas fortalece o combate à violência contra a mulher.
“Quando a gente cuida da mulher, a gente está cuidando de uma geração, cuidando de uma família. Quando o Estado, o Executivo, o Legislativo e a Igreja se unem para dar condições para a mulher sair desse ciclo de violência, aí sim a gente pode transformar essa realidade”, disse.

