O Governo do Distrito Federal colocou em evidência, nesta terça-feira (31), uma das frentes mais estratégicas da sua política social: a autonomia econômica das mulheres. Em um cenário de busca por independência financeira e geração de renda, o 4º Congresso Realize reuniu cerca de 600 participantes no Parque da Cidade e consolidou o programa como uma vitrine de transformação concreta na vida de centenas de mulheres.
A presença da governadora Celina Leão deu o tom político do evento, que vai além de uma ação pontual e se posiciona como parte de uma agenda estruturada de inclusão produtiva. Ao discursar, ela reforçou que garantir espaço, respeito e oportunidade para as mulheres não é apenas uma pauta social, mas uma diretriz de governo.
Segundo a chefe do Executivo, o avanço feminino passa diretamente pela independência financeira. Na avaliação dela, quando uma mulher conquista autonomia, muda a própria realidade e impacta toda a rede ao seu redor, ampliando oportunidades e quebrando ciclos de vulnerabilidade.
O congresso foi desenhado para sair do discurso e entregar ferramentas práticas. Ao longo da programação, as participantes tiveram acesso a conteúdos sobre gestão de negócios, precificação, marketing e posicionamento de marca, além de orientação para acessar oportunidades e estruturar atividades empreendedoras. A proposta central é transformar habilidades, muitas vezes desenvolvidas dentro de casa, em negócios sustentáveis.
O ambiente também funcionou como espaço de acolhimento e estímulo. Feira de artesanato, atendimentos gratuitos, atividades para crianças e momentos de integração ajudaram a criar uma experiência completa, conectando capacitação à valorização pessoal.
O público foi formado majoritariamente por mulheres atendidas nas unidades da Secretaria da Mulher e participantes do programa Realize, iniciativa que vem ganhando escala no DF. O projeto atua no desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, com foco no empreendedorismo e na geração de renda.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou que o diferencial do programa está no acompanhamento contínuo das participantes, o que aumenta as chances de consolidação dos negócios. Segundo ela, o Realize não se limita à formação, mas acompanha a trajetória das mulheres ao longo do tempo, garantindo suporte para que avancem com mais segurança.
Já a subsecretária de Promoção das Mulheres, Renata D’Aguiar, ressaltou que o programa surgiu a partir de uma demanda silenciosa: mulheres capacitadas, mas travadas por barreiras emocionais. A proposta, segundo ela, é justamente romper esse bloqueio, fortalecendo a autoestima, a confiança e a capacidade de ação.
A programação contou ainda com a participação da atleta de futevôlei Lana Miranda, que trouxe ao evento um relato de superação em um ambiente historicamente marcado por desigualdade de gênero. Com trajetória consolidada no esporte, ela incentivou as participantes a persistirem e acreditarem no próprio potencial.
Histórias como a da artesã Djanira Maria da Silva ajudam a traduzir o impacto da iniciativa. Trabalhando com crochê e peças artesanais, ela vê no programa uma oportunidade de profissionalizar a produção e ampliar a comercialização. Para ela, o acesso à informação e à orientação faz diferença direta na capacidade de transformar talento em renda.
Inserido na programação do Março Mais Mulher, o Congresso Realize reforça uma linha clara de atuação do GDF: investir em políticas públicas que combinem qualificação, acolhimento e geração de oportunidades. Na prática, a estratégia mira um objetivo direto, garantir que mais mulheres tenham condições reais de crescer, empreender e conquistar independência financeira no Distrito Federal.
