Às vésperas de uma possível greve dos rodoviários no Distrito Federal, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) afirmou que o Executivo continuará disposto a negociar com a categoria, mas descartou ceder a pressões por reajustes durante o período eleitoral. A paralisação está marcada para começar na próxima segunda-feira (28).
Celina defendeu que as reivindicações sejam discutidas por meio do diálogo e afirmou estar preparada para conduzir as negociações. Ao mesmo tempo, sustentou que a possibilidade de interrupção do transporte coletivo não deve ser utilizada para pressionar o governo a tomar decisões em meio à campanha.
“Estou preparada para conversar e enfrentar essa discussão com coragem. O que não aceitarei é uma tentativa de pressionar o governo, durante o período eleitoral, para obter reajuste por meio da ameaça de greve”, afirmou.
Outro ponto levantado pela governadora foi a situação dos contratos do transporte coletivo. Segundo Celina, uma auditoria está em andamento para analisar esses instrumentos, o que, segundo sua avaliação, torna inadequada uma discussão imediata sobre eventual reajuste tarifário.
“Existe uma auditoria aberta sobre os contratos e esse trabalho precisa ser considerado. Não acredito que este seja o momento para tratar de aumento da tarifa, principalmente diante de uma pressão vinculada à possibilidade de paralisação durante a campanha”, declarou.
A manifestação ocorreu depois que os rodoviários decidiram, por unanimidade, aprovar a greve em assembleia realizada no domingo (29). A categoria afirma que as negociações com o Governo do Distrito Federal (GDF) e as empresas de ônibus ainda não produziram um acordo.
O reajuste salarial está entre as reivindicações dos trabalhadores e vem sendo discutido desde junho. Apesar da decisão pela greve, as partes ainda poderão buscar um entendimento antes da próxima segunda-feira.
A posição apresentada por Celina foi de continuidade das conversas, mas sem antecipar medidas em razão da paralisação anunciada. Ao defender a conclusão da auditoria e a manutenção do diálogo, a governadora indicou que pretende conduzir o impasse sem vincular decisões sobre o transporte coletivo à pressão decorrente da paralisação anunciada em período eleitoral.
Se não houver acordo, a greve deverá começar nas primeiras horas de segunda-feira. A categoria ainda não detalhou se haverá paralisação total ou manutenção de uma frota mínima durante o movimento.

