A política de recuperação ambiental nas áreas rurais do Distrito Federal ganhou um novo impulso nesta sexta-feira (22). Durante agenda na AgroBrasília 2026, a governadora Celina Leão assinou o decreto que regulamenta o Programa Reflorestar, iniciativa criada para incentivar a recomposição vegetal, proteger nascentes e estimular práticas sustentáveis no campo.
Embora o programa já existisse há mais de 20 anos, a regulamentação estabelece diretrizes formais para sua execução e deve ampliar o alcance das ações desenvolvidas junto aos produtores rurais. A previsão do Governo do Distrito Federal é atender aproximadamente 300 propriedades por ano.
Ao anunciar a medida, Celina Leão afirmou que o governo pretende aproximar ainda mais as políticas públicas do setor produtivo rural e reforçar os investimentos ligados à sustentabilidade. “O agro do Distrito Federal é forte, produtivo e tem mostrado que crescimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos. Nosso papel é garantir suporte para que o produtor continue avançando com responsabilidade e segurança”, declarou.
O Reflorestar atua por meio da produção e distribuição de mudas destinadas à recuperação de áreas degradadas e à implantação de sistemas agroflorestais. Entre as espécies cultivadas pelo programa estão ipês, buriti, braúna, aroeira e peroba, utilizadas tanto na recomposição ambiental quanto em projetos de interesse econômico.
Dados apresentados pelo GDF apontam que o programa produziu mais de 184 mil mudas entre 2022 e 2025. Somente no último ano, foram mais de 27 mil unidades destinadas a projetos ambientais em propriedades rurais do DF. Em 2026, a produção já supera 5,2 mil mudas.
Segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, a iniciativa fortalece a preservação ambiental sem comprometer o desenvolvimento da produção agrícola. “Hoje, o produtor rural entende que preservar também é investir na própria atividade. Quando protegemos nascentes e recuperamos áreas degradadas, estamos garantindo mais sustentabilidade e mais segurança para o futuro da produção rural”, afirmou.
Além da recuperação ambiental, a nova fase do programa prevê incentivo ao cultivo de espécies com potencial econômico, voltadas à produção de essências, chás, óleos e especiarias. A proposta é diversificar a renda das propriedades e estimular modelos produtivos sustentáveis.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou que a regulamentação deve fortalecer ações de preservação hídrica no DF. “A proteção das nascentes é uma das prioridades ambientais do Distrito Federal, e esse programa passa a ter uma estrutura ainda mais sólida para ampliar esse trabalho nas áreas rurais”, disse.
AgroBrasília concentra anúncios para o setor produtivo
A passagem da governadora pela AgroBrasília 2026 também foi marcada por outros anúncios voltados ao agronegócio. Entre eles, estão mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural, entrega de licenças ambientais, lançamento de edital de regularização fundiária de imóveis rurais e regulamentação da Política de Boas Práticas Agropecuárias.
Promovida pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal, a feira reúne produtores, empresas e especialistas do setor até sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá, com exposição de tecnologias, máquinas agrícolas e soluções voltadas ao aumento da produtividade no campo.
Outro destaque do evento foi a assinatura simbólica de um acordo entre a Secretaria de Agricultura do DF e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária para ampliar a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás. “A AgroBrasília já se tornou referência nacional quando o assunto é inovação e geração de negócios no agro. O governo participa ativamente desse processo porque entende a importância do setor para a economia do DF”, afirmou Celina Leão.

