GDF reforça prevenção contra gripe aviária e mantém DF sem casos da doença em 2026

Entre as medidas adotadas estão a restrição da entrada de animais vivos vindos de outros estados e o reforço dos protocolos sanitários nas granjas do DF

Por Nildo Costa

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) mantém uma série de medidas permanentes de prevenção contra a gripe aviária (influenza aviária) e segue sem registrar casos da doença em animais ou humanos em 2026. As ações são conduzidas pelas equipes de saúde e defesa agropecuária, mesmo antes da prorrogação da emergência zoossanitária nacional.

Entre as medidas adotadas estão a restrição da entrada de animais vivos vindos de outros estados e o reforço dos protocolos sanitários nas granjas do DF. Segundo o secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, as ações garantem segurança para a população.

“Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal no sentido de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro”, afirmou.

O DF permanecerá em estado de emergência zoossanitária enquanto durar o alerta nacional para a gripe aviária. O governo distrital também mantém um plano de contingência interinstitucional envolvendo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com protocolos definidos para possíveis casos suspeitos ou confirmados.

Rafael Bueno destacou ainda que o governo já atuava preventivamente antes mesmo do registro de casos da doença no país. Ele lembrou que o foco identificado em 2025 no Zoológico de Brasília foi controlado rapidamente e não atingiu granjas comerciais.

Além das medidas preventivas, o GDF também investiu no fortalecimento das equipes técnicas e da fiscalização. Segundo o secretário, foram adquiridos equipamentos, insumos e realizados treinamentos em parceria com outros órgãos para garantir resposta rápida em caso de eventual ocorrência da doença.

De acordo com a Seagri-DF, 291 fiscalizações em propriedades com avicultura foram realizadas ao longo de 2025. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já ocorreram 61 fiscalizações de campo em propriedades avícolas, além da coleta de amostras recomendadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Cristina, explicou que, em caso de confirmação da doença, o protocolo prevê resposta imediata.

“Em caso de confirmação de foco de influenza aviária, o Serviço Veterinário Oficial inicia imediatamente uma operação de emergência para conter a doença e evitar a disseminação. A propriedade ou local afetado é interditado, o trânsito de aves e produtos é suspenso e equipes técnicas realizam investigação epidemiológica, coleta de amostras e monitoramento das propriedades próximas”, detalhou.

O coordenador do Programa de Sanidade de Suínos, Aves e Programas Sanitários em Geral, Daniel Nunes, afirmou que o trabalho de prevenção ocorre de forma contínua e integrada, alcançando desde grandes granjas até pequenos produtores rurais.

Segundo ele, atualmente nenhuma granja comercial opera no Distrito Federal sem cumprir as exigências sanitárias previstas na legislação.

O presidente do Sindicato dos Avicultores (Sindiaves), Eduardo Batista, reforçou a importância das práticas de biossegurança já adotadas pelos produtores do DF.

“Os cuidados começam na origem. Após um rigoroso processo de sanitização, como banho e troca de roupa de colaboradores, vazio sanitário de pessoas, desinfecção de veículos e materiais, além do isolamento de propriedades, temos uma infraestrutura já dimensionada para biossegurança”, destacou.

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